domingo, 27 de setembro de 2009

Dia do Surdo

Vocês pensam que o dia do Surdo é para ganhar pelo menos um abraço ou beijo? Não, não, é uma data comemorativa que mereça muito respeito (refere-se à sociedade majoritária), ou melhor, uma lembrança. Mas de onde surgiu essa ideia? Do Instituto Nacional de Educação de Surdos, a primeira escola de Surdos do Brasil, que deu a origem do dia do Surdo.

Hoje em dia esta data intitulada torna mais visível depois que foi instituída – LEI Nº. 11.796 - pelo Luiz Inácio da Silva, especificamente no dia 29 de outubro de 2008. Entretanto, não podemos sair como vitoriosos, pois ainda que não conquistemos tudo – por razões de não realizarmos muitas coisas, porém, serão concretizadas brevemente.

Desde a posse da nova diretoria da Feneis Nacional, atualmente procuramos sempre atender em prática em nome da comunidade surda. A cada momento conquistamos com muito suor cada grão de feijão mesmo contando com o acompanhamento de vocês. Isso é essencial porque o compartilhar é um verbo muito usado no conceito da Feneis Nacional, assim que não vamos nos sufocar mais. Vocês podem contar conosco!

Diogo Madeira
Assessor de imprensa da Feneis

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Outro recado de Fernando Capovilla


Caros amigos
Envio o endereço do vídeo da comunidade surda do Ceará gravado em Libras (legendado em Português) e publicado no Youtube agradecendo ao Sr. Ministro da Educação pela não homologação do Parecer CNE 13 e fazendo uma solicitação muito importante: que o respeito pela condição linguística dos surdos seja contemplado pela preservação das escolas de surdos, já que essa condição cultural e linguística, reconhecida em decreto presidencial em 2002, extrapola a mera condição de mera deficiência.


Caso deseje visualizar o vídeo de grande tamanho, clique neste vídeo.

Abraços fraternos,
Fernando Capovilla

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Comentário de Fernando Capovilla

Crianças surdas sendo prejudicadas pelas políticas educacionais
Por Hélder Lima Gusso, em 22 de maio de 2009

Segue mensagem do prof. Fernando Capovilla (USP) sobre a dramática situação do ensino de ciranças surdas no país.
Enquanto a inclusão escolar está capenga, as crianças são as prejudicadas. Nem aquilo que funcionava é mantido por nossos governantes…
______________________
Prezados colegas,
As escolas públicas para surdos vêm sendo desativadas em todo o país, com enormes prejuízos para as crianças surdas, em especial aquelas cujas famílias não podem pagar por educação especializada.
Como as escolas comuns estão despreparadas para receber e educar essas crianças, elas tendem a fracassar de modo muito alarmante. Pesquisamos o desempenho de 8000 surdos de 15 estados brasileiros e descobrimos que eles aprendem melhor em escolas de surdos, as mesmas que vêm sendo fechadas. Se isso continuar, o futuro não será nada promissor para elas. Segue artigo sobre isso que acaba de ser publicado na Revista Patio, ano XIII, maio-julho 2009, número 50, pp, 24-25. Intitula-se: Avaliação escolar e políticas públicas de Educação para os alunos não ouvintes. A pesquisa rigorosa mostra que, enquanto as crianças com deficiência auditiva aprendem melhor sob inclusão em escolas comuns, as crianças surdas aprendem muito melhor em escolas para surdos, em que a comunicação e o ensino se dão na língua mais apropriada para elas.
Eu agradeceria muito se você pudesse ajudar a divulgar este fato a seus colegas educadores e a secretarias municipais e estaduais da educação, bem como a vereadores, deputados e senadores, na esperança de que esse fechamento de escolas para surdos e sua descaracterização como meras escolas comuns possam ser revertidos. Precisamos fazer com que nossas políticas públicas de educação passem a respeitar as necessidades especiais e as especificidades dos processos de aprendizagem das nossas crianças.
Agradeço a sua gentil atenção.
Abraços,
Fernando Capovilla


Avaliação escolar e políticas públicas de Educação para os alunos não ouvintes
Fernando C. Capovilla
Instituto de Psicologia, USP, Coordenador Pandesb filiado ao Observatório da Educação Inep-Capes
O aperfeiçoamento de políticas públicas em Educação depende da avaliação de seus efeitos sobre o desenvolvimento acadêmico e o rendimento escolar. Apesar de vir publicando relatórios bienais sobre o rendimento do alunado brasileiro desde 1995 no Saeb e, depois, na Prova Brasil, o Inep tem excluído a avaliação sistemática da Educação Especial, deixando a criança com deficiência à margem do processo e de seus benefícios. A Educação de Surdos não foge à regra: nunca foi avaliada qualquer escola para surdos, nem avaliado qualquer aluno surdo assim identificado em regime de inclusão.

A ausência de caselas identificadoras de presença de deficiência e de seu tipo no Saeb e na Prova Brasil impede a constituição de base de dados sobre rendimento, inviabilizando a avaliação sistemática dos resultados de políticas que têm tido forte impacto sobre as vidas das crianças, como a de desativação de escolas específicas para surdos e a dispersão desses alunos em escolas comuns, quase nunca preparadas para inclusão ou mainstreaming eficaz.

Para ajuizar o efeito dessas políticas, o Programa de Avaliação Nacional do Desenvolvimento Escolar do Surdo Brasileiro (Pandesb) foi inaugurado na USP em 1999 com apoio de CNPq, Capes e Seesp, e encampado pelo Inep via Observatório da Educação em 2006. Na década 1999-2009, o Pandesb gerou bateria de 15 testes para mapear desenvolvimento de competências cognitivas e linguísticas cruciais ao rendimento escolar do surdo, e avaliou sistematicamente, durante 18 horas por aluno, mais de 8.000 surdos de 15 estados, de 1a. série do Ensino Fundamental até o Ensino Superior. O Pandesb produziu os parâmetros basais de desenvolvimento normal para cada série escolar numa série de competências como leitura alfabética (Capovilla & Capovilla, 2006; Capovilla, Capovilla, Mazza, Ameni, & Neves, 2006; Capovilla, Capovilla, Viggiano, Mauricio, Bidá, 2005; Capovilla & Mazza, 2008; Capovilla, Mazza, Ameni, Neves, & Capovilla, 2006; Capovilla & Raphael, 2004a, 2005b), leitura de textos (Capovilla & Raphael, 2005a), escrita alfabética (Capovilla & Ameni, 2008), leitura orofacial (Capovilla, Sousa-Sousa, Ameni, & Neves, 2008), e compreensão de sinais de Libras (Capovilla, Capovilla, Viggiano, & Bidá, 2004; Capovilla & Raphael, 2004b), e analisou sistematicamente a variação desses parâmetros como função das políticas.

Analisando os parâmetros como função da interação entre variáveis do educando, como grau (profunda, severa, moderada, leve) e idade de perda auditiva (pré-lingual, perilingual, pós-lingual) e variáveis do sistema de ensino, como tipo de escola (específica para surdos versus comum) e língua-veículo de ensino-aprendizagem (Libras e Português versus Português apenas), o Panbesb descobriu que a política de inclusão, embora benéfica ao deficiente auditivo, é nociva ao surdo, e que este se desenvolve mais e melhor em escolas específicas para surdos no caldo de cultura de Libras, e sob ensino e acompanhamento de professores proficientes em Libras, como veículo principal de ensino-aprendizagem do Português e de outras disciplinas.

Tal achado decorre da diferença crucial entre alunos surdos (cuja língua materna é Libras) e com eficiência auditiva (cuja língua materna é Português), e é ainda mais relevante quando se sabe que a quase totalidade dos alunos das escolas que vêm sendo desativadas é de alunos surdos, e não deficientes auditivos, pois que estes já vinham sendo incluídos normalmente, dada sua maior facilidade de alfabetizar-se e incluir-se por leitura orofacial e leitura-escrita alfabéticas. A desativação das escolas para surdos é desserviço, já que a criança surda aprende mais e melhor nelas.

Uma década de Pandesb revelou que o melhor modelo de Educação de Surdos consiste na articulação, em contra-turno, entre educação principal ministrada em Libras e Português escrito na escola específica para surdos (em presença de colegas surdos e sob professor fluente em Libras) e educação complementar sob inclusão na escola comum. Mais detalhes em Capovilla (2008).

Referências

Capovilla, F. C. (2008). Principais achados e implicações do maior programa do mundo em avaliação do desenvolvimento de competências linguísticas de surdos. Em: A. L. Sennyey, F. Capovilla, & J. Montiel (Orgs.), Transtornos de aprendizagem. São Paulo, SP: Artes Médicas, pp. 151-164.

Capovilla, F., & Ameni, R. (2008). Compreendendo fenômenos de pensamento, leitura e escrita à mão livre no surdo. Em: A. Sennyey, F. Capovilla, & J. Montiel (Orgs.), Transtornos de aprendizagem. São Paulo, SP: Artes Médicas, pp. 195-206.

Capovilla, F., & Capovilla, A. (2006). Leitura de estudantes surdos: desenvolvimento e peculiaridades em relação à de ouvintes. Educação Temática Digital, 7(2), 217-227.

Capovilla, F., Capovilla, A., Mazza, C., Ameni, R., & Neves, M. (2006). Quando alunos surdos escolhem palavras escritas para nomear figuras: Paralexias ortográficas, semânticas e quirêmicas. Revista Brasileira de Educação Especial, 12, 203-220.

Capovilla, F., Capovilla, A., Viggiano, K., & Bidá, M. (2004). Avaliando compreensão de sinais da Libras em escolares surdos do ensino fundamental. Interação, 8(2), 159-169.

Capovilla, F., Capovilla, A., Viggiano, K., Mauricio, A. C., & Bidá, M. (2005). Processos logográficos, alfabéticos e lexicais na leitura silenciosa por surdos e ouvintes. Estudos de Psicologia, 10(1),15-23.

Capovilla, F., & Mazza, C. (2008). Nomeação de sinais da Libras por escolha de palavras: paragrafias quirêmicas, semânticas e ortográficas por surdos do Ensino Fundamental ao Ensino Superior. Em: A. Sennyey, F. Capovilla, & J. Montiel (Orgs.), Transtornos de aprendizagem. São Paulo, SP: Artes Médicas, pp. 179-194.

Capovilla, F., Mazza, C. Z., Ameni, R., Neves, M., & Capovilla, A. (2006). Quando surdos nomeiam figuras: Processos quirêmicos, semânticos e ortográficos. Perspectiva, 24, 153-175.

Capovilla, F., & Raphael, W. (2004a). Enciclopédia da Libras, Vol. 1: Sinais de Educação; e como avaliar competência de leitura. São Paulo, SP: Edusp.

Capovilla, F., & Raphael, W. (2004b). Enciclopédia da Libras, Vol. 2: Sinais de Artes e cultura, esportes e lazer; e como avaliar compreensão de sinais. São Paulo, SP: Edusp.

Capovilla, F., & Raphael, W. (2005a). Enciclopédia da Libras, Vol. 3: Sinais de Vida em família, relações familiares e casa; e como avaliar compreensão de leitura de sentenças. São Paulo, SP: Edusp.

Capovilla, F., & Raphael, W. (2005b). Enciclopédia da Libras, Vol. 4: Comunicação, eventos e religião; e como avaliar nomeação de figuras. São Paulo, SP: Edusp.

Capovilla, F., Sousa-Sousa, C., Ameni, R., & Neves, M. (2008). Avaliando a habilidade de leitura orofacial em surdos do ensino fundamental. Em: A. Sennyey, F. Capovilla, & J. Montiel (Orgs.), Transtornos de aprendizagem. São Paulo, SP: Artes Médicas, pp. 207-220.

Apoio: Inep, Capes, CNPq.

Fonte: http://sasico.com.br/psico/?p=523

segunda-feira, 29 de junho de 2009

COPERVE lança o livro “Exame Prolibras"

Livro ressalta a formação e o papel do professor surdo e do tradutor-intérprete na língua brasileira de sinais

A expansão da Língua Brasileira de Sinais (Libras) pode ser medida por vários indicadores, mas um dos mais importantes é que já existem 1.940 professores e 2.203 tradutores-intérpretes atuando nesta área em todo o Brasil. Para este público, e para os próprios alunos surdos e ouvintes alcançados pelo programa, a Comissão Permanente do Vestibular (Coperve) da Universidade Federal de Santa Catarina apresenta o livro "Exame Prolibras", que será lançado segunda-feira (29/06), às 18h30, no hall da Reitoria, no campus da Trindade. De autoria de Ronice Quadros, Júlio Szeremeta, Edemir Costa, Maria Luíza Ferraro, Olinto Furtado e João Carlos Silva, a obra é o registro singular de uma experiência sentida e vivida entre os anos de 2006 e 2008 em todos os estados brasileiros. "Ao mesmo tempo em que evidencia a importância do professor surdo para o ensino de Libras, o livro destaca o papel do tradutor-intérprete no espaço pedagógico", diz o professor Vilmar Silva, do Instituto Federal de Santa Catarina. "O Exame Prolibras tem por princípio educativo o diálogo entre surdos e ouvintes que lutam incansavelmente na construção de um quadro de profissionais para a educação de surdos", completa. O Programa Nacional para Certificação de Proficiência no Uso e no Ensino de Libras e para Certificação de Proficiência em Tradução e Interpretação de Libras (Prolibras) foi instituído pelo MEC em 2006. Tem abrangência nacional e é realizado em parceria com instituições públicas de ensino superior de todas as unidades da Federação, sendo que nos anos de 2006 a 2008 a UFSC foi credenciada como sua coordenadora e executora. Segundo o professor Vilmar Silva, os dados apresentados no livro resultam de uma política educacional bem-sucedida. Após muitas décadas de lutas, os movimentos sociais surdos conquistam uma legislação que privilegia a experiência visual, a formação e a contratação de profissionais bilíngües " Libras/Português " para a educação de surdos. O decreto nº 5.626 estabelece que o Exame de Proficiência em Libras ?deve avaliar a fluência no uso, o conhecimento e a competência? para o ensino da língua brasileira de sinais, cuja "certificação de proficiência em Libras habilitará o instrutor ou o professor para a função docente?. Porém, o Exame Prolibras avança em relação ao decreto quando estabelece em um de seus objetivos "certificar a proficiência em tradução e interpretação da Libras/Língua Portuguesa/Libras para o exercício dessa função, prioritariamente, em ambientes educacionais". Durante os três anos em que o exame foi realizado, 282.600 pessoas acessaram o site do Exame Prolibras. Nesse período, o concurso envolveu 2.051 profissionais em sua execução. "Se num passado recente não tínhamos profissionais oficialmente reconhecidos para a educação de surdos, já não podemos dizer o mesmo no dias de hoje", ressalta Vilmar Silva. Após três edições, há no Brasil 4.143 pessoas certificadas pelo Prolibras, sendo 1.940 para atuar no ensino e 2.203 na tradução e interpretação da Libras. "Vale destacar a importância desta ação tendo em vista o compromisso efetivo do governo federal com o direito à educação e, conseqüentemente, à inclusão de todos os alunos no sistema regular de ensino", afirma a professora Marlene de Oliveira Gotti, do Ministério da Educação.


Mais informações na Coperve/UFSC, pelo telefone (48) 3721-6200.

http://www.agecom.ufsc.br/index.php?secao=arq&id=9335

Fonte: Universidade Federal de Santa Catarina
Autor: Redação





Fotos:

Abertura de lançamento do livro em auditório da reitoria UFSC

Ronice Quadros com pessoas presentes no lançamento

Livros "Exame Prolibras"

Tutora de letras/Libras, Msª Emiliana Rosa; Professora Drª Gladis Perlin e Professora Drª Marianne Stumpf



Diretora-presidente da feneis Profª Drª karin Strobel com uma das autoras do livro, Profª Drª Ronice Quadros


Grupo de Surdos presentes em lançamento do livro



Diretora administrativa da Feneis, a Profª Msª Shirley vilhalva junto com o reitor da UFSC, Sr. Prof. Dr. Prata.



Fotos: Shirley Vilhalva





quinta-feira, 25 de junho de 2009

Lingüista Surda

O Brasil já tem uma lingüista surda, a nossa diretora administrativa da FENEIS, Shirley Vilhalva defendeu a sua dissertação de mestrado intitulado de "Mapeamento das línguas de sinais emergentes: um estudo sobre as comunidades lingüísticas indígenas de Mato Grosso do Sul" na área de linguistica em UFSC no dia 24 de junho de 2009 e foi aprovada com mérito!Parabéns a ela que e´a primeira lingüista surda do Brasil.Uma grande vitória para o povo surdo!




terça-feira, 2 de junho de 2009

Momentos da caminhada






Surdos fazem passeata em Curitiba em defesa de direitos na educação

CURITIBA - Um grupo de surdos, professores e familiares realizou na manhã desta segunda-feira uma passeata pelas ruas do Centro de Curitiba em um protesto em defesa dos direitos dos deficientes auditivos na educação pública do Paraná. De acordo com a Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (Feneis), mais de 500 pessoas estariam participando do movimento, que foi encerrado no fim da manhã em frente ao Palácio das Araucárias, sede do governo estadual. A Polícia Militar informa não ter estimativa do número de participantes.
Entre as principais reivindicações do grupo estão a contratação imediata de professores surdos e intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras) para atuarem em todas as escolas do estado; o ensino de Libras nos cursos de formação de professores, em universidade públicas e privadas; além do ensino de Libras nas escolas onde estudam alunos surdos.
Segundo Iraci Suzin, diretora administrativa da Feneis-PR, o protesto é pacífico. "Estamos apenas pedindo o cumprimento de determinações que já estão previstas em lei", diz.
Grupos de outras regionais do Paraná, como Foz do Iguaçu e Guarapuava, participam da manifestação. Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Educação (Seed) informou que Angelina Carmela, chefe do departamento de educação especial da pasta, estaria no local da passeata para conversar com os manifestantes.
Já a assessoria de imprensa da secretaria municipal de educação informou que dispõe de programa de formação de professores em linguagem de sinais, além de cursos de capacitação em Libras em atividades do programa Comunidade Escola, voltada para profissionais de educação, além de familiares de surdos e a comunidade em geral.
Segundo a prefeitura, embora não tenha sido feito um agendamento prévio de uma reunião entre os manifestantes e a administração municipal, a secretaria de governo da prefeitura recebeu uma comissão do grupo por volta do meio-dia. As reivindicações foram recebidas pelo diretor da secretria, Eduardo Aichinger, que as repassará à assessoria especial de assistência à pessoa com deficiência.

Fonte: O GLOBO http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2009/06/01/surdos-fazem-passeata-em-curitiba-em-defesa-de-direitos-na-educacao-756129587.asp